Há tempos escuto que está cada vez mais difícil encontrar professores de matemática nas escolas.
De acordo com matérias publicadas no jornal O Estado de São Paulo e O Dia – RJ, estamos sofrendo mais um “apagão”, agora num setor crucial para o desenvolvimento do país – o da Educação.
A escassez de professores atinge a rede pública do segundo ciclo do ensino fundamental e as três primeiras séries do ensino médio, onde faltam cerca de 246 mil professores de física, química, biologia e matemática. Segundo o CNE – Conselho Nacional de Educação, o déficit em Física é de 55 mil professores, mas só saíram das universidades 13.504 formandos.
Eu, que cheguei a cursar um semestre do curso de Matemática em outra universidade, e que tranquei o curso por um ano, não consegui voltar à mesma universidade, pois não se formaram novas turmas. Questionava-me o porquê da falta de procura para o curso, e tinha um palpite: as pessoas que gostam de Matemática procuram áreas de trabalho que lidam com ela, mas que pagam muito melhor. E, segundo o jornal O Dia – RJ, nas turmas de Matemática a evasão do curso de Licenciatura chega a 56%, pois a maioria abandona a faculdade em busca de melhores perspectivas de salário.
O CNE já sugere emergencialmente a criação imediata de um piso salarial nacional para os professores do ensino médio e o aproveitamento dos atuais estudantes de licenciatura.
Uma coisa é certa: se a quantidade de alunos das escolas públicas só vem aumentando, e a quantidade de professores de Matemática e Física só vem diminuindo, teremos futuramente um mercado de trabalho com muita oferta para professores, o que poderá ser muito bom. Porém, esta perspectiva de grande procura por licenciados só será realmente boa se houver alguma política pública que estimule ($$$) as pessoas a se dedicarem a essa atividade.
Mais detalhes em http://educacao-ja.org.br/content/view/41/1/
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
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